Assaltas-me mais uma vez com os (teus) olhos humedecidos... e a ternura é tão eterna... a delicadeza do que não se diz, e o voltar disso para dentro... o gesto que ainda não se solta, nem um beijo aéreo que seja... e volta aquela esperança de um novo acordar... e novas cores com torrentes de deleite ao fim da tarde... como sonho!!! Não sei se deva atordoar-me ou seguir nesse carril de sobe-e-desce num parque de diversões a dois, um paraíso natural... um campo solto e luminoso em que o sorriso tem todo o vocabulário que é sinónimo da felicidade aprisionada... a minha ideia do que é amar-te...! Ah!! Tem música oscilante como a da água ou do fogo que devora com ímpeto o espaço sem barreiras. Mais que querer-te é pensar-te segundo a segundo, e tentar arranjar palavra ou metáfora até melhor que o amor... (Arquiamor Concentré – duas palavras); (Sempiternam, Sempervivum – dois desejos)... e não prossigo mais porque ainda estou por inventar essa tal palavra... Quando surgir, não a vais só ouvir: nós a tangeremos no ritmo próprio, sem esquecer as harmonias e outras teorias das artes... ou da ciência, se o caso for estarmos mais mornos... mas nunca escaparemos intactos desse seu som, tão primo e natural...
Amo-te amo-te amo-te três vezes para não ser exagero. Amo-te amar-te-ei até à última minha hora porque em mim a prova do amor é eu desejar morrer quando tu dormires. Eu seguirei no sono ou no sonho, e tu acordarás. O sol estará brilhante e um funeral assim é mais leve de suportar. A luz será tanta que os teus olhos terão de se fechar quase tanto como os meus - janelas agora baças de uma casa deixada. O meu amor reveste-se deste abandono: um seguir em frente numa estrada Americana daquelas hipnotizantes pelo meio de um deserto com todas as horas soalheiras. Há pouco para distrair no meu amor... há um vento, água subterrânea, fogo na noite, e uma terra abrasada, onde os nossos físicos com a gravidade marcarão lugares, e empurrarão sementes para dentro do solo, continuando a vida na quase total aridez. Essa derradeira hora - não quero saber dela agora! Estou fascinado connosco, duas massas de água a fecundar o deserto, por onde passamos sem sermos vistos. Ah... como gosto da ecologia teór...
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