Talvez quisesse escrever, melhor dizer... melhor beijar-te, melhor seria inundar-te, humedecer-te, rasgar-te a serenidade,
ou apenas te conhecer...
Obter link
Facebook
X
Pinterest
Email
Outras aplicações
Mensagens populares deste blogue
-
Queria mais alegria, em beijos desenhada. Queria a cama desfeita de paixão, e a carne mais tacteada, O sopro mais ofegante, e a poesia mais celebrada. A noite contigo devia ser mais sonora. Apesar dos dias luminosos E da arte que revisito sempre Já não faço magia como antes E ela (arte) já não mora comigo Ou em qualquer lugar vivo (o museu é frio, acinzentado... trago folhetos explicativos quando já sei que não guardarei nada do que senti nas horas ali largadas). Se tenho música sempre em mim É para que sintas que há ar desanuviado, Se te sufocara já a minha insatisfação. Chove no tempo, na rua, No mar... E cá por dentro Limpa todo o chão Que fora debulhado...
É uma linha tão suave, coisa fragilíssima De aparência leve como uma seda de aranha, E queria o meu coração e alma poder Agarrar esse ar em que se move, e Até mudar o seu elemento físico. Nesta câmara em que bate, como se de Encontro às paredes, em loucura fosse, Antecipo um temor, vejo uma memória, Saio em desequilíbrio desse contacto... Dou um passo atrás, busco últimos saberes, Esperança de uma redenção, esperança... Daquele lugar onde vou sentir à luz Os teus abraços, e os beijos apaziguadores Que a pintura do meu amor só tem ainda inscrita, Em esboços rudes, e rasgões na tela por remendar. Darei outro passo atrás? Valerá a pena? Valerá? Entrar nesse caminho, tão certo ao início, Para ser testemunha de clareiras desbastadas, Uma desilusão visual que o cheiro Apenas traz à memória o que Está ausente em pletinude.. Quando toco o fio de seda, a aranha Denota essa invasão... A teia deixa de ser uma armadilha... Agarro-a com os dedos... A aranha tem um...
Estou quase adormecido E sustém-me agora lembrar o teu sorriso E imaginar uma casa em que vivamos, Onde me possas mostrar muitos sorrisos como esse, e eu Espontaneamente, Sorrindo também, Te mostre que o nosso amor é bonito, Tão belo que o não tem mais ninguém; Dividiremos frescuras nos ares libertos da manhã, E sustentar-nos-emos com olhares de espanto, E gestos de conforto; Depois os beijos demorados, Amolecerão ainda mais as horas... Veremos então que será tarde, E que é já outra a luz que vem do céu, Mas sentiremos, apaixonados Que o que importa mesmo, É sempre, tu seres tu, E eu, ser eu...